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Wednesday, October 23, 2013

Juro!

Eu juro de dedinhos cruzados que tive a seguinte conversa com o Tom ontem:

Thomas: Mommy, você acha que você é gordinha?
Eu: Acho sim, filho.
Thomas: Eu não acho, não, mommy. Você é perfeita!

Por que eles crescem mesmo?

Tuesday, November 27, 2012

Cor de rosa

Eita, ano difícil! Mas, como aqui já foi dito um milhão de vezes, nem só de tristezas vive um ser humano. Dentre dias, semanas, meses de difícil adaptação para mim em SP (os homens da casa, diga-se de passagem, estão felicíssimos em qualquer lugar), uma grande surpresa: vamos trazer ao mundo uma menina! Uma surpresa foi essa gravidez, mas passado o choque, estamos curtindo que a nossa família vai crescer e teremos uma little girl para mimar.

O Tom não fala em outro assunto, o Ben faz questão de ignorar que vai perder o trono de mais novo e o papai -  ah, o papai! - esse só faz trabalhar.

Os enjôos vieram fortíssimos, provando como certa a teoria que gravidez de menina dá mais enjôo. O mal estar não parece querer ir embora e o sono é sem fim. Mas em abril do ano que vem teremos uma pequenina em nossos braços e eu, que comecei este blog antes mesmo de ser mãe, terei 3 pimpolhos pra cuidar. Como o tempo voa!

Mas agora me dá licença que tenho que ir ali tirar uma sonequinha!

Wednesday, August 22, 2012

Mundo pequeno

O Tom mudou de escola, para uma escola maior, melhor e mais permanente (o coitado já trocou de escola 5 vezes em 3 anos e meio de vida!). E no primeiro dia de aula a professora olhou para mim e disse que me conhecia de algum lugar. Me confundiu com alguém, pensei eu. Não sou de São Paulo, nunca morei aqui... E depois de pensar bastante ela me disse: eu leio o seu blog! Whaaaaaaat? O mundo é muito pequeno!

Teacher Fernanda, esse post é pra você! Muito obrigada por cuidar com tanto carinho do nosso big boy. Ele está amando a escola nova e volta muito feliz para casa todos os dias!




Monday, August 20, 2012

Tchau!

Sempre soube que queria repetir a fórmula que havia dado certo. O mais velho entrou na escola com 1 ano e meio, lá em NY. A adaptação foi dura, mas passou e ele foi feliz no projetinho de escola que frequentava. Nos mudamos para o Brasil e depois de estar com escolinha escolhida para o grandão, fui a busca de algo no mesmo bairro para o pequenininho. Não encontrei nada que amasse, o que gostei não tinha mais vaga... Mas depois de 6 meses com um bebê super ativo em casa e tendo que tocar o meu próprio negócio, estava pronta para o próximo passo.

Sou super a favor de escolinha cedo. Acho que a criança se desenvolve muito, aprende a se socializar, a obedecer regras, come melhor, dorme melhor. É claro que nada é perfeito. Meu filho mais velho, por exemplo, se mostrou muito mais agressivo depois que começou a ir para a escola. E, é claro, ficam bem mais doentes quando passam a dividir os germes com os amiguinhos... Mas colocando na balança, acho postivo ir para escola ao invés de ficar em casa.

O bebê da casa, que se mostrava super pronto para a escola (chorava que não queria ir embora quando ia levar o irmão para estudar), odiou a experência. E por odiar entenda chorar por 4 horas consecutivas. Por dias. E eu, insegura com a minha escolha, passei duas semanas de inferno. Noites mal dormidas, dias mal comidos, mau humor. E resolvi ouvir a minha intuição.

Existe uma pequena historinha por trás disso tudo. O mais velho, em NY, passou por algo parecido. Já não era mais a primeira escolinha, que ao meu ver, fisicamente havia ficado pequena demais para a energia do menino. Queria algo mais estruturado, com menos cara de creche. Para que não sabe, criança só começa a estudar de verdade nos EUA aos 5 anos. O meu tinha um pouco mais de 2 na época, então as soluções eram sempre um pouco "alternativas". Resumindo a história, coloquei numa única escola que encontrei que atendia as minhas necessidades, apesar de não ter gostado muito dela. E foi terrível. Estava com um bebê recém-nascido em casa e o mais velho, que estava passando por um período delicado, não teve nenhum suporte da escola. Mordeu colegas em 3 episódios e foi colocada na mesa a possibilidade dele ser expulso da escola. Simples assim. Enfim, consegui reparar o erro a tempo e ele saiu da escola que ele mesmo chamou de "sad school". Foi para uma escola ótima e foi feliz o restante do tempo que moramos na Big Apple.

Já com o pequeno, não tenho nada de concreto para falar da escola. Foi assim somente um feeling ruim mesmo, alguma coisa que não fechava. A professora não se mostrou ter nenhuma paciência com criança durante o período da adaptação, faltava simpatia, carisma, amor. E eu não quis pecar duas vezes. Pensei, pensei, discuti com o marido, pensei mais um pouquinho e tirei o bichinho da escola.

Não sei se um dia achei que acreditaria tanto em intuição como acredito hoje... Provavelmente não. Mas é inexplicável dizer o que senti durante as duas semanas em que ele foi para aquela escola. Parecia que algo estava errado e, depois que me dei conta que eu poderia mudar aquilo, não tive dúvida.

E vocês, já passaram por situação parecida com os babies de vocês?

Tuesday, May 08, 2012

O exército de branco - parte II

Depois do bafafá do último post, que eu já antecipava, refleti muito sobre o assunto "babás". Quero deixar claro aqui que não tenho nada, absolutamente nada, contra babás. Acho que nenhuma mãe consegue cuidar dos filhos 100% sozinha. Existe sempre o dia que você fica doente, precisa ir resolver aquele problemão no banco, fazer matrícula do filho mais velho na escola... Eu mesma, tenho abusado da ajuda extra que posso ter desde que voltei ao Brasil. Não tenho uma pessoa que cuide exclusivamente dos meus filhos, mas hoje em dia, por exemplo, posso me dar o luxo de correr, coisa que não fazia há mais de 3 anos. Graças a ajuda da moça que trabalha comigo aqui em casa e desce com o Ben para o parquinho, posso dar uma corridinha e cuidar dos meus quilinhos extras. No entanto, sou contra gente que acha que contratar uma pessoa para criar o filho é o que deve ser feito. Acho que os papéis estão completamente invertidos por aqui.

Outro dia, no local onde os meninos fazem natação, uma babá simpaticíssima com a qual sempre bato papo falou para mim assim: "Dona Juliana, outro dia eu e o Orlando (motorista da casa onde ela trabalha) estávamos falando da senhora. A gente acha tão bonito ver uma mãe cuidando de um filho..." Caí na gargalhada. Hein? Bonito uma mãe cuidando de um filho? Aí ela ainda completou: "Mas é mesmo, nunca vi aqui nenhuma mãe cuidar do filho o dia todo, como a senhora faz, só com babá".

Vai me dizer que não tá tudo torto?

Friday, April 27, 2012

O exército de branco

Nem sei se alguém ainda lê esse blog, mas ele muitas vezes funciona como uma válvula de escape. Pode me odiar quem não gostar desse post. Tenho certeza que muitas pessoas vão.

Mudei pro Brasil sem querer mudar pro Brasil. Vim porque tive que vir. Estava feliz em NY, muito feliz, obrigada. Estava satisfeita com a rotina que tinha com os meus filhos, com os parques que frequentávamos, os museus, os restaurantes. Estava feliz com os não inúmeros, mas verdadeiros amigos que tínhamos. Tinha finalmente achado uma escolinha que achava boa para o meu filho. E, mesmo assim, depois de quase 10 anos nos EUA, tive que arrumar as tralhas e voltar para "casa".

Cheguei em São Paulo animada. Ah, não vai ser tão ruim assim, pensei. Quem sabe com filhos/família o lugar em que se está nem importe tanto... Pura ilusão! O primeiro mês foi uma confusão total procurando apartamento, vivendo num hotel, coordenando a chegada da mudança. E depois, a ficha caiu. E aí veio a rotina. O dia-dia daqui de SP é lotado de babás, o que não é novidade para mim. Em NY elas também estão por todas as partes: parques, playgrounds, aulinhas, entrada e saída de escola. Elas não usam uniforme e revezam o cuidado das crianças com os pais. Na maior parte das vezes, elas entram em cena quando os pais trabalham o dia todo. Aqui não. Aqui TODO MUNDO tem babá, quem trabalha ou não. E eu sou vista como uma ET. A ET que pode ter uma babá, mas não tem. A ET que vai ao supermercado com dois pirralhos a tiracolo. A ET que acorda as 5 da manhã quando algum ser pequenino resolve madrugar.

Já sabia que seria inserida nesse contexto. Só que achei que seria muito mais simples. Achei que eu não iria me incomodar. Mas a questão é que elas se incomodam. Elas não podem repreender da forma que fariam se eu - a intrusa - não estivesse ali, elas não podem falar no telefone, elas não podem bater papo livremente entre si. Não me interpretem mal, vejo ótimas babás por aqui. Mas também encontro péssimas. E aos montes.

O que vejo acontecendo por aqui são mini seres humanos com serviçais a tiracolo. "Fulana, sobe e pega meu patinete. Eu falei que quero andar de patinete!!!" E fulana sobe e pega o patinete. "Fulana, agora quero cair na piscina." E lá vai ela atrás da roupa de banho. Outro dia convidamos um amiguinho para brincar aqui com a gente e a babá me informou que ele não estava "a fim" de vir. Vejo a educação passar longe e fico preocupada com as pessoas que teremos que lidar nos próximos anos. Que adultos essas crianças vão virar, gente?

A verdade é que estou odiando tudo. Isso aí, tu-do! Acho as pessoas metidas, acho o trânsito um caos, tudo é caro pra caramba, tudo é complicado... As pessoas se metem em tudo, o serviço é ruim. Amarga? Sim, bastante. Semana passada tirei um dia inteirinho para chorar.

Nunca havia morado em SP antes e estou um pouco chocada com a exibição das pessoas com um bom nível de vida nessa cidade. Todo mundo gosta de deixar bem claro o que tem, onde mora, para onde viaja nas férias, que grife veste. Isso me choca muito, depois de anos de convívio com pessoas que não faziam a menor questão de se provar socialmente.

Virei cidadã de lugar nenhum. E agora, o que vou fazer?

Vai me desculpar, mas as vezes tenho a impressão que meu avião me deixou no planeta errado.

Thursday, February 02, 2012

Ufa!

Mas entre todas as dificuldades que tenho vivido, na segunda-feira ouvi uma coisa que fez meu coração se encher de alegria. Minha mãe, ao nos ver partir depois de 3 semanas na sua casa, disse: "Ai, filha, numa hora dessas eu estaria arrasada, sem nem saber se eu ia aguentar de tanta dor no meu coração ao ver vocês irem embora para NY. Mas agora, com vocês aqui mais pertinho, eu estou tranquila. Sei que se a saudade bater eu posso ver vocês até no mesmo dia." É, mudar para o Brasil pode estar fazendo sentido...

Chegamos

Chegamos a SP, "home" a partir de agora. Estamos num flat até nossa mudança chegar. O Tom já começou a escola. O Ben acha tudo ótimo e dá a mão para todo mundo. A nossa nova ajudante já está com as mãos na massa. Eu já comecei a olhar apartamento. O Grenfel já está trabalhando. Ou seja, tudo parece ir de acordo com o planejado... A não ser o meu coraçãozinho que não cansa de pensar "Gente, chega de palhaçada. Essa pegadinha de mudar para o Brasil foi muito engraçada, mas vamos já tá na hora de acabar. Vamos voltar para NY." É, acho que meu caso de amor com NYC é sério, daqueles que leva anos pra gente esquecer, se é que esquece um dia...

Monday, January 16, 2012

Blue Lily no Brasil!

Em outubro tiramos fotos de família novamente no Central Park (aqui estão as de 2009). Dessa vez tiramos as fotos com os talentosos Wendy e Tyler da Blue Lily Photography. Modernas, artísticas, fotos que vão ficar nos meus porta-retratos para sempre. Vocês sabem o como sou exigente com a parte visual da vida.

A Wendy me contactou para dizer que eles estarão no Brasil no mês de fevereiro fazendo sessões de crianças e famílias por aqui e queria ver se eu conhecia alguém que estaria interessado em tirar fotos com eles. Eles atualmente rodam o mundo com seus dois filhinhos tirando fotos. site deles tem bastante imagens e dá para ter uma boa noção do trabalho deles. Aqui está o link para as datas da viagem deles: Brazil. Se a sua cidade não está no calendário, eles estão dispostos a adicionar destinos ao calendário deles.As fotos deles já foram divulgadas em vários sites/blogs americanos: Design MomNie Nie DialoguesQualquer dúvida, podem entrar em contato diretamente com a Wendy no email wendy@bluelilyphotography.com
Se eu fosse você eu não perderia tempo, o preço é super bom e as fotos são incríveis.
E aqui vão as fotos desse ano, by Blue Lily (olhem como o Tom cresceu!): 




Brasil, here we go!

E agora? Nossa família se mudou de mala e cuia para o Brasil. Ainda não temos casa, nem cama, nem uma mesa pra chamar de nossa. Estamos acampando na casa dos meus pais por enquanto e depois nos mudamos para um flat para aguardar a chegada da nossa mudança que deve acontecer em Abril.
Minha grande pergunta é: o blog muda de nome? Acho que sim, né? Afinal não pretendo ser saudosista e ficar falando só de NYC. Não que a cidade não ocupe um lugar especial no meu coração, mas a mudança já está sendo difícil pra mim e preciso focar em coisas novas e positivas.

Feliz 2012 pra gente!

Tuesday, November 22, 2011

Nós vamos!

O blog anda super parado, né? Blá, blá, blá... Ninguém aguenta esse papo de novo! A verdade é que depois de quase 10 anos de EUA estamos nos mudando de mala e cuia para SP em Janeiro. A minha vida tem andado uma loucura e, por mais que eu goste muito disso daqui, tenho tido MUITA coisa para fazer, sem falar nessas crianças que não param de ter infecção de ouvido, conjutivite, febre, dor de barriga...
Mas eu prometo que entre uma caixa que eu empacoto e uma compra que eu faço (todo mundo está me recomendando comprar como se todo dia fosse Black Friday, pois no Brasil os preços estão altíssimos) vou tentar dar um update aqui, tá?

PS: E aí, o blog tem que mudar de nome, né?

Criando crianças em duas línguas...

Thomas: "Tá doendo!"
Eu: "O que tá doendo, filho?"
Ele: "Tá doendooooooo!" {Super irritado comigo}.
Eu: "Meu filho, mas o que está doendo?"
Ele: " He is looking at the window!!!!"
Ah, tá, o tempo todo era inglês e eu tentando decifrar em português.

Tuesday, July 19, 2011

Começou bem... terminou mal!

Nosso último fim de semana foi concorrido. No domingo fomos pra praia, como já contei aqui. No sábado levamos os meninos para ver um show de música infantil - banda preferida do Thomas - pela primeira vez na vida. O Tom completou 2 anos e meio na semana passada e achei que ele já conseguiria sentar e prestar atenção num show. Achei que ele iria aproveitar e se empolgar. Comprei os ingressos com bastante antecedência e rumamos para as redondezas de Times Square no sábado pela manhã. O horário parecia ideal (depois da soneca matinal do Ben e antes da do Thomas). O Tom era uma empolgação só. Fiz um bom trabalho de o preparar para o "concert": cantamos as músicas durante a semana, conversamos a respeito... criei bastante expectativa para o evento.

A banda se chama The Laurie Berkner Band e é uma gracinha. Conhecemos a banda através do canal de TV Nick Jr (antigo Noggin). Até eu sou fã da Laurie.

A alegria dos meninos foi tanta que fiquei com lágrimas nos olhos de vê-los tão contentes. E essa alegria trasnformou-se em sono em exatos 45 minutos de show. Assim, o baby Ben dormiu no colo do pai e o Tom se encaixou no meu colo e fechou os olhinhos. Decidimos então que deveríamos ir para casa. E foi nessa saída do teatro que o Thomas acordou e começou a chorar dizendo que queria voltar para o show. Ah, Deus, que drama. Voltamos para o show. E aí a pirraça começou com intensidade maior. "Não quero sentar nessa cadeira, quero aquela...". Vi que o sono tava gigante e que realmente deveríamos ir para casa. Nesse meio tempo meu marido recebe uma ligação e diz que tem que correr para o escritório. Entro eu num taxi com o Ben (que já havia sido acordado, coitado, a essa hora) no Baby Bjorn e o Tom no colo dando um mega escândalo. Acho que tive que falar o nosso endereço umas 3 vezes para que o taxista pudesse entender. E o escândalo chega ao nível 3. E vem com vômitos. Delícia. Eu, um bebê agarrado em mim, um menino desesperado e um taxi todo vomitado. Chegamos no prédio. O taxista me xinga de todos os nomes. Eu tento conversar e ele me xinga mais. Eu xingo ele de volta e saio do carro. Entro no elevador e choro. Chegamos em casa. O Thomas vomita mais ainda. Coloco o Ben no chão, vou me limpar e limpar o Thomas. Chego na sala e o Ben derrama um saco de biscoito no tapete novo. Coloco o Thomas para dormir e estou prestes a ter um ataque do coração de tanto stress.

Vou ter que fazer algumas sessões de análise antes de apertar o enter o comprar o ingresso para o próximo show.

Mas olha como a Laurie é fofa!

Reconhecimento???

Minha mãe é uma pessoa incrível. IN-CRÍ-VEL. Quem conhece sabe do que estou falando. Uma pessoa madura, boa, de coração de ouro. Daquele tipo que nasce uma a cada dez anos, sabe? E não é porque é minha mãe, não. Ela é demais mesmo.

E então estava falando com ela sobre o mesmo assunto do último post. E sabe qual foi a resposta dela? Ela me disse que preciso enxergar as coisas de outra maneira. Que se eu realmente estivesse fazendo as coisas de coração aberto que não deveria esperar reconhecimento de ninguém. Que estaria tranquila por estar fazendo pra mim o que me faz feliz. Engoli a seco, respirei e agora estou tentando encarar a vida desse ângulo. Acho que faz muito sentido na teoria. Vamos ver se eu consigo na prática.

Friday, July 01, 2011

Reconhecimento

E lá venho eu de novo com "esse blog não morreu e blá, blá, blá...". A verdade é que a vida é super corrida e depois de ter mais um filho, quando chega o fim do dia, se eu tiver forças para tomar um banho, já é uma vitória.

Ontem estava visitando a Design Mom e li um post super interessante da mãe dela, que também tem um blog. Ela fala sobre a vida de mãe. Ela transcreveu um texto que havia escrito em 1973 sobre as dificuldades dela em ser dona de casa e mãe, na época, de 4 filhos. Impressionante como o tempo passa e os sentimentos, ou a essência deles, continuam os mesmos.

Muitas vezes sinto o que ela relatou: a vida de mãe e dona de casa é muito difícil. As coisas que a gente faz todos os dias, as fraldas trocadas, as frutas descascadas, os banhos, as pirraças, os choros. Só nós sabemos o quão difícil é. No meu caso, dou graças a Deus todos os dias por ter a possibilidade de estar passando esses momentos com os meus filhos e não ter que passar essa "batata quente" pra ninguém. Sim, é difícil, mas eu prefiro fazer do que outra pessoa fazer por mim.

Leia o que ela escreveu: "Where are all the fans?! Why couldn't someone be there to applaud, or at least nod in admiration...as I deftly, maternally fit a diaper? Or why not a chorus of ooh's and ah's as I place the pot of Spring Garden on the table, with murmured comments around about my ability to balance budget, nutrition and time in one clever meal? I would be modest....[in the face of praise]. An audience is all I require for the maintenance of....patience, wisdom and creativity. In a musical voice I can say to the child bouncing off the couch, "Furniture is not for jumping." The child is bored? "Why, here, Sweetheart. Mother has made this cardboard box into a robot." Exclamations of awe and surprise from the fans. But [the Mom, staying at home in] obscurity has no fans.... If the clean clothes are mounded high on the folding table and the floor goes a few weeks unscrubbed, who will know? If my voice demands harshly, "Get this robe picked up!" no one can condemn." E é exatamente isso que eu sinto: falta de reconhecimento. As vezes o dia parece ser tão difícil que me sinto como se tivesse completado uma maratona, só que sem ninguém gritando o meu nome, segurando cartazes de incentivo, me dizendo o quão demais eu sou. A vida de mãe é dura. Só nós sabemos o que rola entre quatro paredes, os apertos que passamos, e também a felicidade que sentimos.

A mãe da Design Mom segue explicando que blogs dimiuniram um pouco essa angústia sentida por nós mães-donas-de-casa, pois depois deles todas passamos a ter um público, fãs e cúmplices. Concordo pleanamente. Esse blog, que antes era um relato da minha vida em NYC, depois dos filhos passou muito a ser onde venho desabafar sobre minhas dúvidas e angústias de ser mãe.

Meu marido está viajando há duas semanas. Ou seja, há duas semanas acordo e coloco as crianças para dormir sozinha. Nenhuma ida ao banheiro, nenhum banho, nenhum telefonema é fácil. E olha, não sou de ficar reclamando, não. Mas seria tão bom que a gente fosse entendida, elogiada, compreendida, não?

Então, minha gente, se eu ando sumida, é porque a barra tá pesada mesmo. Nem tempo de desabafar com vocês eu tenho tido.

Monday, June 06, 2011

Mãe de dois

Ser mãe de dois pode ser bem mais difícil do que ser mãe de um, é claro. Mas para a minha surpresa, também pode ser muito mais fácil. Fiquei uma mãe mais tranquila com a chegada do Ben. E enxerguei também o quão importante é ter tempo para mim, coisa que havia praticamente excluído da minha vida quando era mãe só do Tom.

Resolvemos, desde que chegamos do Brasil, que iremos sair só nós dois, eu e o marido, 1 vez por semana. E essa semana foi o nosso primeiro date. O Grenfel escolheu o restaurante, fez a reserva e me esperava no bar quando eu cheguei. Parecia até que morávamos em casas diferentes (ele vinha do trabalho e eu de casa). Romântico, no final das contas.

O restaurante escolhido foi o Má Pêche, do grupo Momofuku. Ambiente animado, com clima de baladinha light, do jeito que eu gosto, pra ainda me sentir um pouco jovem (só de usar o termo jovem, já me sinto uma velha...). A comida foi uma delícia! Combinações inusitadas e porções para serem divididas (pequenas, mas aconselham que você peça várias coisas para dividir). Todos os ingredientes são locais e de "fazendas responsáveis", segundo o próprio restaurante. Eu voltaria com certeza.

Ah, e na entrada ainda tem o pequeno Milk Bar, também do grupo Momofuku, que tem sobremesas deliciosas.

Vai lá:
Má Pêche
15 west 56th street new york, ny 10019
between 5th and 6th avenue



O restaurante por fora
O restaurante por dentro




Milk Bar, na entrada

Friday, June 03, 2011

Ah, os dentes!

Nunca pensei que dente de criança desse tanto trabalho. O Thomas sempre sofreu muito com a chegada de cada dentinho. E nossa, quantos não foram! Quantas noites mal dormidas, quantas pomadas na gengiva, quantas gotas de Tylenol por causa da febre que vinha com os dentinhos... mas passou e agora eu já nem mais me lembrava deles.

Eis que vem o segundo filho. E o segundo filho - pasmem! - já nasce com um dente. Isso mesmo, o senhor Ben nasceu com um dentinho, que é chamado de dente neo-natal. Esqueçam aquele dentinho branquinho de leite de criança. O dente neo-natal é um dente de fumante, amarelo, com cara de podre e mais parece uma cartilagem do que um dente. Esse foi arrancado ainda no hospital, pois os médicos estavam com medo que ele engolisse quando mamava.

Pois não satisfeito com tamanha prematuridade, o Ben resolve ter um dente de verdade - pasmem novamente! - aos dois meses de idade. E aí vem a agonia das noites mal dormidas, dos chorinhos e resmungos... Foi aí que, ao visitar o blog da Gisela - Taxi Amarelo, li essa reportagem sobre esses colares de âmbar.

E agora, minha gente, nosso Ben parece um bebêzinho hippie.

Tuesday, May 31, 2011

Esse blog não morreu

Há duas semanas aterrisamos de volta em NYC. Eu, cheia de medo, pois era a primeira vez que ficaria sozinha com os meninos desde que o Ben nasceu. Acho que dizer que eu estava cheia de medo é até pouco para o que estava sentindo. Estava em pânico total. Mas não admitia isso nem para mim mesma.

A viagem de volta foi complicadinha, com choros e noite mal dormida. Mas nada além do esperado.

Chegar em casa, no entanto, sempre é bom. E depois de quase 3 meses fora, já estava mais do que na hora de voltar. Passamos bastante tempo no conforto (e carinho) da casa da minha mãe, mas chega uma hora que a rotina tem que ser estabelecida novamente.

O Thomas ainda não entende o conceito "distância". Fala de Brasil e de New York City, mas não sabe o quão longe um está do outro. Tanto que outro dia perguntou se a vovó ia almoçar fora com a gente. Quem dera, meu filho, quem dera.

Eu sinto a falta da minha mãe cada dia mais. No total passamos 5 meses juntas, coisa que não acontecia há anos. E esse tempo só me fez admirá-la e amá-la ainda mais. É impressionante como filho faz a gente se apegar mais ainda a família.

O bom da vida corrida de mãe de dois é que não tenho tempo nem de sentir saudade. Acordo cedo e quando vejo já estou colocando os meninos na cama e me preparando para dormir.

O comecinho de vida aqui foi duro, mas agora finalmente estamos estrando numa rotina. O Thomas começou hoje numa escolinha nova e assim vamos levando.

A falta de notícias não foi por falta de eventos e sim por falta de tempo. Prometo em breve ser uma blogueira mais assídua.

Wednesday, March 23, 2011

Terrible, terrible, terrible Twos

Lá nos EUA, essa fasezinha crítica que o meu querido filho Thomas está passando tem nome: Terrible Twos. O meu príncipe encantado, aquele pelo qual deixei minha promissora carreira na maior empresa de branding do mundo, pelo qual passei noites acordadas, pelo qual chorei de emoção quando deu seus primeiros passinhos, pelo qual abdiquei do meu querido chocolate (e mais uma infinidade de itens alimentícios deliciosos...) quando o amamentava, resolveu que bater é o que há, que gritar está na moda e desobedecer é o que existe de mais moderno. Tenho tentado tirar paciência de não sei aonde, mas têm dias que o desespero bate e a gente não vê luz no fim do tunel.

Essa fase vem misturada com a energia masculina num corpo infantil que faz tudo ficar ainda mais explosivo.

Mães de menino, please, me falem até quando isso dura?

Tuesday, March 15, 2011

You've got a friend in me

Estávamos conversando sério outro dia, eu e o Grenfel. Nenhuma briga, só uma conversa que não incluia gracinhas. Quando de repente o Thomas surge e fala bem bravo:
- Papai, não biga mamãe!
Ah, o Tom Tom agora me defende...
Caímos na gargalhada.