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Monday, August 20, 2012

Tchau!

Sempre soube que queria repetir a fórmula que havia dado certo. O mais velho entrou na escola com 1 ano e meio, lá em NY. A adaptação foi dura, mas passou e ele foi feliz no projetinho de escola que frequentava. Nos mudamos para o Brasil e depois de estar com escolinha escolhida para o grandão, fui a busca de algo no mesmo bairro para o pequenininho. Não encontrei nada que amasse, o que gostei não tinha mais vaga... Mas depois de 6 meses com um bebê super ativo em casa e tendo que tocar o meu próprio negócio, estava pronta para o próximo passo.

Sou super a favor de escolinha cedo. Acho que a criança se desenvolve muito, aprende a se socializar, a obedecer regras, come melhor, dorme melhor. É claro que nada é perfeito. Meu filho mais velho, por exemplo, se mostrou muito mais agressivo depois que começou a ir para a escola. E, é claro, ficam bem mais doentes quando passam a dividir os germes com os amiguinhos... Mas colocando na balança, acho postivo ir para escola ao invés de ficar em casa.

O bebê da casa, que se mostrava super pronto para a escola (chorava que não queria ir embora quando ia levar o irmão para estudar), odiou a experência. E por odiar entenda chorar por 4 horas consecutivas. Por dias. E eu, insegura com a minha escolha, passei duas semanas de inferno. Noites mal dormidas, dias mal comidos, mau humor. E resolvi ouvir a minha intuição.

Existe uma pequena historinha por trás disso tudo. O mais velho, em NY, passou por algo parecido. Já não era mais a primeira escolinha, que ao meu ver, fisicamente havia ficado pequena demais para a energia do menino. Queria algo mais estruturado, com menos cara de creche. Para que não sabe, criança só começa a estudar de verdade nos EUA aos 5 anos. O meu tinha um pouco mais de 2 na época, então as soluções eram sempre um pouco "alternativas". Resumindo a história, coloquei numa única escola que encontrei que atendia as minhas necessidades, apesar de não ter gostado muito dela. E foi terrível. Estava com um bebê recém-nascido em casa e o mais velho, que estava passando por um período delicado, não teve nenhum suporte da escola. Mordeu colegas em 3 episódios e foi colocada na mesa a possibilidade dele ser expulso da escola. Simples assim. Enfim, consegui reparar o erro a tempo e ele saiu da escola que ele mesmo chamou de "sad school". Foi para uma escola ótima e foi feliz o restante do tempo que moramos na Big Apple.

Já com o pequeno, não tenho nada de concreto para falar da escola. Foi assim somente um feeling ruim mesmo, alguma coisa que não fechava. A professora não se mostrou ter nenhuma paciência com criança durante o período da adaptação, faltava simpatia, carisma, amor. E eu não quis pecar duas vezes. Pensei, pensei, discuti com o marido, pensei mais um pouquinho e tirei o bichinho da escola.

Não sei se um dia achei que acreditaria tanto em intuição como acredito hoje... Provavelmente não. Mas é inexplicável dizer o que senti durante as duas semanas em que ele foi para aquela escola. Parecia que algo estava errado e, depois que me dei conta que eu poderia mudar aquilo, não tive dúvida.

E vocês, já passaram por situação parecida com os babies de vocês?

Friday, June 29, 2012

Carinho por todo lado

E como eu já falei por aqui, nada na vida é só ruim (e nem bom). Tento viver verdadeiramente todos os momentos, sem fingir que a tristeza ou a alegria chegaram. Desse vez vim dividir momentos felizes.

Desde que voltei pro Brasil conheci muita gente legal, principalmente as pessoas que lidam com as nossas crianças. Na escolinha, uma bilingue fenomenal, o Tom experienciou o amor de uma professora fantástica, que teve papel essencial na nossa mudança para o Brasil. A querida Teacher Mel recebeu o Tomzinho de braços abertos, cheia de carinho e paciência com o pequenino que chegou com a cabeça confusa e sem conhecer ninguém. Durante esse primeiro semestre de Brasil ele voltou para casa todos os dias com um sorriso no rosto e muita história boa para contar. Hoje, na hora da despedida (o pequeno vai para uma escola maior no segundo semestre), a querida professora chorou ao se despedir de mim e do meu menininho. Meu coração apertou ao ver que ela não vai mais fazer parte do nosso dia-a-dia. Uma professora de ouro como ela, a gente carrega no coração pra sempre. Eu mesma me lembro da Tia Anita até hoje, minha professora querida da primeira série.

Outra figura que me fez me sentir melhor nos dias ruins foi o Seu Luiz, o porteiro da escola. Paciente, bem humorado, amigo. Me ajudava com o Ben quando não conseguia uma vaga para saltar e buscar o maior. Um verdadeiro gentleman. Hoje trocamos telefones e eu espero vê-lo muitas vezes na vida ainda. Uma pessoa boa que faz um dia cinza ficar colorido.

Na natação não é diferente. Todo mundo ajuda, sorri, conversa. O professor foi mencionado inúmeras vezes durante as férias (quer melhor sinal do que esse?) e faz parte das histórias do Tonti como se fosse membro da família.

Ai de mim se não abaixo o vidro para as crianças darem oi para o segurança do prédio. Outro dia esqueci e o mais velho subiu até o sétimo andar aos prantos. E eles retribuem sempre com um sorriso no rosto. Criança sente quem gosta de criança. E eu fico toda feliz em ver os relacionamentos deles com pessoas legais aflorando.

Pois é, aos poucos as coisas vão se encaixando. Brasileiro tem mesmo um jeitinho carinhoso com criança. Mas não tem jeito, acho que meu coração, apesar disso tudo, é novaiorquino.

Cartinha da Teacher Mel para o menino do meu coração hoje:

" Dear Thomas,
May God bless and keep you always
May your wishes all come true
May you always do for others
And let the others do for you


May you build a ladder to the stars
And climb on every run
May you stay forever young


(Forever young - Bob Dylan)


Keep shining, my little star!
Love, Mel."

Tem como não chorar?

Tuesday, July 19, 2011

Começou bem... terminou mal!

Nosso último fim de semana foi concorrido. No domingo fomos pra praia, como já contei aqui. No sábado levamos os meninos para ver um show de música infantil - banda preferida do Thomas - pela primeira vez na vida. O Tom completou 2 anos e meio na semana passada e achei que ele já conseguiria sentar e prestar atenção num show. Achei que ele iria aproveitar e se empolgar. Comprei os ingressos com bastante antecedência e rumamos para as redondezas de Times Square no sábado pela manhã. O horário parecia ideal (depois da soneca matinal do Ben e antes da do Thomas). O Tom era uma empolgação só. Fiz um bom trabalho de o preparar para o "concert": cantamos as músicas durante a semana, conversamos a respeito... criei bastante expectativa para o evento.

A banda se chama The Laurie Berkner Band e é uma gracinha. Conhecemos a banda através do canal de TV Nick Jr (antigo Noggin). Até eu sou fã da Laurie.

A alegria dos meninos foi tanta que fiquei com lágrimas nos olhos de vê-los tão contentes. E essa alegria trasnformou-se em sono em exatos 45 minutos de show. Assim, o baby Ben dormiu no colo do pai e o Tom se encaixou no meu colo e fechou os olhinhos. Decidimos então que deveríamos ir para casa. E foi nessa saída do teatro que o Thomas acordou e começou a chorar dizendo que queria voltar para o show. Ah, Deus, que drama. Voltamos para o show. E aí a pirraça começou com intensidade maior. "Não quero sentar nessa cadeira, quero aquela...". Vi que o sono tava gigante e que realmente deveríamos ir para casa. Nesse meio tempo meu marido recebe uma ligação e diz que tem que correr para o escritório. Entro eu num taxi com o Ben (que já havia sido acordado, coitado, a essa hora) no Baby Bjorn e o Tom no colo dando um mega escândalo. Acho que tive que falar o nosso endereço umas 3 vezes para que o taxista pudesse entender. E o escândalo chega ao nível 3. E vem com vômitos. Delícia. Eu, um bebê agarrado em mim, um menino desesperado e um taxi todo vomitado. Chegamos no prédio. O taxista me xinga de todos os nomes. Eu tento conversar e ele me xinga mais. Eu xingo ele de volta e saio do carro. Entro no elevador e choro. Chegamos em casa. O Thomas vomita mais ainda. Coloco o Ben no chão, vou me limpar e limpar o Thomas. Chego na sala e o Ben derrama um saco de biscoito no tapete novo. Coloco o Thomas para dormir e estou prestes a ter um ataque do coração de tanto stress.

Vou ter que fazer algumas sessões de análise antes de apertar o enter o comprar o ingresso para o próximo show.

Mas olha como a Laurie é fofa!

Friday, June 03, 2011

Ah, os dentes!

Nunca pensei que dente de criança desse tanto trabalho. O Thomas sempre sofreu muito com a chegada de cada dentinho. E nossa, quantos não foram! Quantas noites mal dormidas, quantas pomadas na gengiva, quantas gotas de Tylenol por causa da febre que vinha com os dentinhos... mas passou e agora eu já nem mais me lembrava deles.

Eis que vem o segundo filho. E o segundo filho - pasmem! - já nasce com um dente. Isso mesmo, o senhor Ben nasceu com um dentinho, que é chamado de dente neo-natal. Esqueçam aquele dentinho branquinho de leite de criança. O dente neo-natal é um dente de fumante, amarelo, com cara de podre e mais parece uma cartilagem do que um dente. Esse foi arrancado ainda no hospital, pois os médicos estavam com medo que ele engolisse quando mamava.

Pois não satisfeito com tamanha prematuridade, o Ben resolve ter um dente de verdade - pasmem novamente! - aos dois meses de idade. E aí vem a agonia das noites mal dormidas, dos chorinhos e resmungos... Foi aí que, ao visitar o blog da Gisela - Taxi Amarelo, li essa reportagem sobre esses colares de âmbar.

E agora, minha gente, nosso Ben parece um bebêzinho hippie.

Saturday, March 12, 2011

Tempo ao tempo

Estamos no Brasil nos recuperando de um terrível inverno e um pós parto turbulento. Há dois meses o Ben chegou para bagunçar a nossa rotina e fazer a nossa vida mais feliz. E vim aqui para dizer que agora tudo está maravilhoso. A rotina se estabeleceu novamente e - acho - que a tempestade passou. O Ben começou a rir e o Tom também. E eu consequentemente. Só fiz questão de vir aqui para elogiar, porque gente que só reclama é chato demais. E porque não quero desencorajar as amigas grávidas e as que querem engravidar. Meninas, a casa cai, mas depois a gente consegue colocar tudo no lugar. E para animar vocês mais ainda, uma foto do meu pequenino.



Friday, January 21, 2011

Tempestade (um desabafo)

Lá fora está tudo branco. E aqui dentro também. Uma tristeza sem tamanho. Acabei de ter um filho lindo, saudável, que veio pra completar a nossa família, mas o meu coração está apertadinho. As lágrimas descem dos olhos com uma facilidade imensa. Aqui nos EUA eles chamam isso de baby blues. E esse tal de baby blues é feito de tristeza e culpa. Quanta culpa.

A verdade é que meu parto foi um drama para o Thomas, e consequentemente para mim também. Apesar de estar com uma cesárea marcada para o dia 7 de janeiro, no dia 5, logo após colocar o Thomas para dormir, comecei a sentir contrações e tive que ir para o hospital sem me despedir dele. Ele então acordou no meio da noite, não me encontrou e entrou em desespero. Minha mãe ficou em casa com ele, mas o pequeno não foi capaz de entender o que estava acontecendo, ficou doente e caiu numa tristeza profunda durante os dias que estive fora. Nunca me senti tão mal em toda a minha vida. Ele ia me visitar no hospital, mas ficávamos todos morrendo de medo do Ben pegar o que o Thomas tinha (muita febre, diarréia e vômitos). Os médicos recomendaram que ele não fosse mais ao hospital e eu então resolvi que eu o encontraria no corredor e assim foi por um dia. Depois resolvi que ele ia ficar com a gente no quarto mesmo e danem-se tudo e todos.

Consegui sair do hospital antes da hora, vim pra casa cheia de dor, mas pelo menos o drama da separação ia diminuir e meu coração ia se acalmar. Ele tem andado grudado em mim desde então. Acorda várias vezes a noite gritando o meu nome, não quer mais ficar na escola... Enquanto isso o Ben tem se contorcido de gases. Não chora, o pobrezinho, mas se revira todo soltando puns e arrotando a noite toda. E eu estou exausta. Exausta não, algo bem pior que isso.

Lembro que com o Thomas também senti as tristezas do baby blues. Chorava escondida no banho, com vergonha do que estava sentindo. Nunca ninguém havia me falado disso e eu me sentia culpada por estar me sentindo daquele jeito. Se todas as mães eram super felizes, por que eu, logo eu, que sempre quis tanto me tornar mãe, estava me sentindo tão triste com o nascimento do meu filho? Aí fui conversando com as pessoas, vendo que várias amigas próximas haviam passado por isso (e também, por culpa, não comentaram nada comigo)... E finalmente passou. Com o tempo passou.

E dessa vez, não quero cometer o mesmo erro e guardar isso só para mim. Acontece e passa. Mas enquanto a gente está vivendo isso parece que não existe luz no fim do tunel.

Monday, January 10, 2011

Our little baby is here!

E ele chegou. Depois conto detalhes. Estamos todos em casa, felizes e bem. Nosso pequeno Benjamin de pequeno não tem nada, nasceu com 3,93 kg na madrugada do dia 6 de janeiro de 2011. O big brother ainda está se acostumando com o fato e nós também. Mas estamos mais felizes - e cansados! - do que um dia podíamos imaginar. Baby Ben, Benji, ou Ben Ben manda beijinhos pra todos!