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Tuesday, November 27, 2012

Cor de rosa

Eita, ano difícil! Mas, como aqui já foi dito um milhão de vezes, nem só de tristezas vive um ser humano. Dentre dias, semanas, meses de difícil adaptação para mim em SP (os homens da casa, diga-se de passagem, estão felicíssimos em qualquer lugar), uma grande surpresa: vamos trazer ao mundo uma menina! Uma surpresa foi essa gravidez, mas passado o choque, estamos curtindo que a nossa família vai crescer e teremos uma little girl para mimar.

O Tom não fala em outro assunto, o Ben faz questão de ignorar que vai perder o trono de mais novo e o papai -  ah, o papai! - esse só faz trabalhar.

Os enjôos vieram fortíssimos, provando como certa a teoria que gravidez de menina dá mais enjôo. O mal estar não parece querer ir embora e o sono é sem fim. Mas em abril do ano que vem teremos uma pequenina em nossos braços e eu, que comecei este blog antes mesmo de ser mãe, terei 3 pimpolhos pra cuidar. Como o tempo voa!

Mas agora me dá licença que tenho que ir ali tirar uma sonequinha!

Tuesday, May 08, 2012

O exército de branco - parte II

Depois do bafafá do último post, que eu já antecipava, refleti muito sobre o assunto "babás". Quero deixar claro aqui que não tenho nada, absolutamente nada, contra babás. Acho que nenhuma mãe consegue cuidar dos filhos 100% sozinha. Existe sempre o dia que você fica doente, precisa ir resolver aquele problemão no banco, fazer matrícula do filho mais velho na escola... Eu mesma, tenho abusado da ajuda extra que posso ter desde que voltei ao Brasil. Não tenho uma pessoa que cuide exclusivamente dos meus filhos, mas hoje em dia, por exemplo, posso me dar o luxo de correr, coisa que não fazia há mais de 3 anos. Graças a ajuda da moça que trabalha comigo aqui em casa e desce com o Ben para o parquinho, posso dar uma corridinha e cuidar dos meus quilinhos extras. No entanto, sou contra gente que acha que contratar uma pessoa para criar o filho é o que deve ser feito. Acho que os papéis estão completamente invertidos por aqui.

Outro dia, no local onde os meninos fazem natação, uma babá simpaticíssima com a qual sempre bato papo falou para mim assim: "Dona Juliana, outro dia eu e o Orlando (motorista da casa onde ela trabalha) estávamos falando da senhora. A gente acha tão bonito ver uma mãe cuidando de um filho..." Caí na gargalhada. Hein? Bonito uma mãe cuidando de um filho? Aí ela ainda completou: "Mas é mesmo, nunca vi aqui nenhuma mãe cuidar do filho o dia todo, como a senhora faz, só com babá".

Vai me dizer que não tá tudo torto?

Friday, April 27, 2012

O exército de branco

Nem sei se alguém ainda lê esse blog, mas ele muitas vezes funciona como uma válvula de escape. Pode me odiar quem não gostar desse post. Tenho certeza que muitas pessoas vão.

Mudei pro Brasil sem querer mudar pro Brasil. Vim porque tive que vir. Estava feliz em NY, muito feliz, obrigada. Estava satisfeita com a rotina que tinha com os meus filhos, com os parques que frequentávamos, os museus, os restaurantes. Estava feliz com os não inúmeros, mas verdadeiros amigos que tínhamos. Tinha finalmente achado uma escolinha que achava boa para o meu filho. E, mesmo assim, depois de quase 10 anos nos EUA, tive que arrumar as tralhas e voltar para "casa".

Cheguei em São Paulo animada. Ah, não vai ser tão ruim assim, pensei. Quem sabe com filhos/família o lugar em que se está nem importe tanto... Pura ilusão! O primeiro mês foi uma confusão total procurando apartamento, vivendo num hotel, coordenando a chegada da mudança. E depois, a ficha caiu. E aí veio a rotina. O dia-dia daqui de SP é lotado de babás, o que não é novidade para mim. Em NY elas também estão por todas as partes: parques, playgrounds, aulinhas, entrada e saída de escola. Elas não usam uniforme e revezam o cuidado das crianças com os pais. Na maior parte das vezes, elas entram em cena quando os pais trabalham o dia todo. Aqui não. Aqui TODO MUNDO tem babá, quem trabalha ou não. E eu sou vista como uma ET. A ET que pode ter uma babá, mas não tem. A ET que vai ao supermercado com dois pirralhos a tiracolo. A ET que acorda as 5 da manhã quando algum ser pequenino resolve madrugar.

Já sabia que seria inserida nesse contexto. Só que achei que seria muito mais simples. Achei que eu não iria me incomodar. Mas a questão é que elas se incomodam. Elas não podem repreender da forma que fariam se eu - a intrusa - não estivesse ali, elas não podem falar no telefone, elas não podem bater papo livremente entre si. Não me interpretem mal, vejo ótimas babás por aqui. Mas também encontro péssimas. E aos montes.

O que vejo acontecendo por aqui são mini seres humanos com serviçais a tiracolo. "Fulana, sobe e pega meu patinete. Eu falei que quero andar de patinete!!!" E fulana sobe e pega o patinete. "Fulana, agora quero cair na piscina." E lá vai ela atrás da roupa de banho. Outro dia convidamos um amiguinho para brincar aqui com a gente e a babá me informou que ele não estava "a fim" de vir. Vejo a educação passar longe e fico preocupada com as pessoas que teremos que lidar nos próximos anos. Que adultos essas crianças vão virar, gente?

A verdade é que estou odiando tudo. Isso aí, tu-do! Acho as pessoas metidas, acho o trânsito um caos, tudo é caro pra caramba, tudo é complicado... As pessoas se metem em tudo, o serviço é ruim. Amarga? Sim, bastante. Semana passada tirei um dia inteirinho para chorar.

Nunca havia morado em SP antes e estou um pouco chocada com a exibição das pessoas com um bom nível de vida nessa cidade. Todo mundo gosta de deixar bem claro o que tem, onde mora, para onde viaja nas férias, que grife veste. Isso me choca muito, depois de anos de convívio com pessoas que não faziam a menor questão de se provar socialmente.

Virei cidadã de lugar nenhum. E agora, o que vou fazer?

Vai me desculpar, mas as vezes tenho a impressão que meu avião me deixou no planeta errado.

Monday, January 16, 2012

Brasil, here we go!

E agora? Nossa família se mudou de mala e cuia para o Brasil. Ainda não temos casa, nem cama, nem uma mesa pra chamar de nossa. Estamos acampando na casa dos meus pais por enquanto e depois nos mudamos para um flat para aguardar a chegada da nossa mudança que deve acontecer em Abril.
Minha grande pergunta é: o blog muda de nome? Acho que sim, né? Afinal não pretendo ser saudosista e ficar falando só de NYC. Não que a cidade não ocupe um lugar especial no meu coração, mas a mudança já está sendo difícil pra mim e preciso focar em coisas novas e positivas.

Feliz 2012 pra gente!

Tuesday, November 22, 2011

Nós vamos!

O blog anda super parado, né? Blá, blá, blá... Ninguém aguenta esse papo de novo! A verdade é que depois de quase 10 anos de EUA estamos nos mudando de mala e cuia para SP em Janeiro. A minha vida tem andado uma loucura e, por mais que eu goste muito disso daqui, tenho tido MUITA coisa para fazer, sem falar nessas crianças que não param de ter infecção de ouvido, conjutivite, febre, dor de barriga...
Mas eu prometo que entre uma caixa que eu empacoto e uma compra que eu faço (todo mundo está me recomendando comprar como se todo dia fosse Black Friday, pois no Brasil os preços estão altíssimos) vou tentar dar um update aqui, tá?

PS: E aí, o blog tem que mudar de nome, né?

Friday, July 01, 2011

Reconhecimento

E lá venho eu de novo com "esse blog não morreu e blá, blá, blá...". A verdade é que a vida é super corrida e depois de ter mais um filho, quando chega o fim do dia, se eu tiver forças para tomar um banho, já é uma vitória.

Ontem estava visitando a Design Mom e li um post super interessante da mãe dela, que também tem um blog. Ela fala sobre a vida de mãe. Ela transcreveu um texto que havia escrito em 1973 sobre as dificuldades dela em ser dona de casa e mãe, na época, de 4 filhos. Impressionante como o tempo passa e os sentimentos, ou a essência deles, continuam os mesmos.

Muitas vezes sinto o que ela relatou: a vida de mãe e dona de casa é muito difícil. As coisas que a gente faz todos os dias, as fraldas trocadas, as frutas descascadas, os banhos, as pirraças, os choros. Só nós sabemos o quão difícil é. No meu caso, dou graças a Deus todos os dias por ter a possibilidade de estar passando esses momentos com os meus filhos e não ter que passar essa "batata quente" pra ninguém. Sim, é difícil, mas eu prefiro fazer do que outra pessoa fazer por mim.

Leia o que ela escreveu: "Where are all the fans?! Why couldn't someone be there to applaud, or at least nod in admiration...as I deftly, maternally fit a diaper? Or why not a chorus of ooh's and ah's as I place the pot of Spring Garden on the table, with murmured comments around about my ability to balance budget, nutrition and time in one clever meal? I would be modest....[in the face of praise]. An audience is all I require for the maintenance of....patience, wisdom and creativity. In a musical voice I can say to the child bouncing off the couch, "Furniture is not for jumping." The child is bored? "Why, here, Sweetheart. Mother has made this cardboard box into a robot." Exclamations of awe and surprise from the fans. But [the Mom, staying at home in] obscurity has no fans.... If the clean clothes are mounded high on the folding table and the floor goes a few weeks unscrubbed, who will know? If my voice demands harshly, "Get this robe picked up!" no one can condemn." E é exatamente isso que eu sinto: falta de reconhecimento. As vezes o dia parece ser tão difícil que me sinto como se tivesse completado uma maratona, só que sem ninguém gritando o meu nome, segurando cartazes de incentivo, me dizendo o quão demais eu sou. A vida de mãe é dura. Só nós sabemos o que rola entre quatro paredes, os apertos que passamos, e também a felicidade que sentimos.

A mãe da Design Mom segue explicando que blogs dimiuniram um pouco essa angústia sentida por nós mães-donas-de-casa, pois depois deles todas passamos a ter um público, fãs e cúmplices. Concordo pleanamente. Esse blog, que antes era um relato da minha vida em NYC, depois dos filhos passou muito a ser onde venho desabafar sobre minhas dúvidas e angústias de ser mãe.

Meu marido está viajando há duas semanas. Ou seja, há duas semanas acordo e coloco as crianças para dormir sozinha. Nenhuma ida ao banheiro, nenhum banho, nenhum telefonema é fácil. E olha, não sou de ficar reclamando, não. Mas seria tão bom que a gente fosse entendida, elogiada, compreendida, não?

Então, minha gente, se eu ando sumida, é porque a barra tá pesada mesmo. Nem tempo de desabafar com vocês eu tenho tido.

Tuesday, May 31, 2011

Esse blog não morreu

Há duas semanas aterrisamos de volta em NYC. Eu, cheia de medo, pois era a primeira vez que ficaria sozinha com os meninos desde que o Ben nasceu. Acho que dizer que eu estava cheia de medo é até pouco para o que estava sentindo. Estava em pânico total. Mas não admitia isso nem para mim mesma.

A viagem de volta foi complicadinha, com choros e noite mal dormida. Mas nada além do esperado.

Chegar em casa, no entanto, sempre é bom. E depois de quase 3 meses fora, já estava mais do que na hora de voltar. Passamos bastante tempo no conforto (e carinho) da casa da minha mãe, mas chega uma hora que a rotina tem que ser estabelecida novamente.

O Thomas ainda não entende o conceito "distância". Fala de Brasil e de New York City, mas não sabe o quão longe um está do outro. Tanto que outro dia perguntou se a vovó ia almoçar fora com a gente. Quem dera, meu filho, quem dera.

Eu sinto a falta da minha mãe cada dia mais. No total passamos 5 meses juntas, coisa que não acontecia há anos. E esse tempo só me fez admirá-la e amá-la ainda mais. É impressionante como filho faz a gente se apegar mais ainda a família.

O bom da vida corrida de mãe de dois é que não tenho tempo nem de sentir saudade. Acordo cedo e quando vejo já estou colocando os meninos na cama e me preparando para dormir.

O comecinho de vida aqui foi duro, mas agora finalmente estamos estrando numa rotina. O Thomas começou hoje numa escolinha nova e assim vamos levando.

A falta de notícias não foi por falta de eventos e sim por falta de tempo. Prometo em breve ser uma blogueira mais assídua.

Monday, April 18, 2011

Not so new


Li outro dia a respeito do site Recrib, que funciona como um classificados de coisas de bebê usadas em NYC. Achei a idéia ótima, já que tralha de bebê lá em casa é o que não falta. Dá uma pena danada ver aquele bando de coisa nova e sem utilidade. Achei muito legal para vender coisas, mas não tenho certeza do que acho sobre comprar... Acaba que os EUA fazem isso com a gente, tudo é tão barato que a gente se inibe na hora de comprar coisas usadas. Estou pensando seriamente em comprar um double stroller e vou ver se consigo alguma coisa usada mais em conta.

Wednesday, March 23, 2011

Not for me


Desde que cheguei aqui no Brasil, há menos de um mês, já ouvi falar desse blog inúmeras vezes.
Essa corajosa criatura, chamada Joanna Hanson de Moura, decidiu ficar 1 ano (isso mesmo, UM ANO) sem comprar nadinha para o seu armário. E criou um blog onde posta todo dia as roupas que usou (tudo muito lindo, por sinal).

Um ano sem Zara é um blog fofo, com outfits charmosos, onde a modelo é uma graça e tem um senso de humor genial.

Eu, ainda mais morando em NYC, não conseguiria nem um mês.

Passa lá, vale a pena. Eu virei fã.

Saturday, March 12, 2011

Tempo ao tempo

Estamos no Brasil nos recuperando de um terrível inverno e um pós parto turbulento. Há dois meses o Ben chegou para bagunçar a nossa rotina e fazer a nossa vida mais feliz. E vim aqui para dizer que agora tudo está maravilhoso. A rotina se estabeleceu novamente e - acho - que a tempestade passou. O Ben começou a rir e o Tom também. E eu consequentemente. Só fiz questão de vir aqui para elogiar, porque gente que só reclama é chato demais. E porque não quero desencorajar as amigas grávidas e as que querem engravidar. Meninas, a casa cai, mas depois a gente consegue colocar tudo no lugar. E para animar vocês mais ainda, uma foto do meu pequenino.



Tuesday, January 25, 2011

Happy Birthday, Tom Tom!



Meu anjo,
há dois anos atrás conheci o maior amor do mundo. Há dois anos atrás aprendi que eu não mandava mais em nada, que a partir de então o rei da minha vida era você. E, apesar de tudo que eu abri mão depois da sua chegada, nunca fui tão feliz. Um beijo seu, um sorriso, sua mãozinha na minha cabeça enquanto diz "carinho, carinho..." são o suficiente para o meu coração se derreter todo (e esquecer de todas as noites acordadas que já passamos juntos).

Fico feliz em ver que você está se tornando um menino alegre, educado (na maior parte das vezes) e simpático, que sai distribuindo "hi" por onde passa. É duro, ao mesmo tempo, ver você aprendendo com algumas dificuldades da vida, mas o mundo é assim mesmo. Um empurrãozinho aqui, um aborrecimento ali e você vai se preparando para a vida, não é? Dá vontade de te proteger de todos os males, mas eu não estaria fazendo um bom papel de mãe dessa forma. Procuro mesmo é estar sempre disponível para você, para que você possa dividir comigo as suas dificuldades.

Esse ano foi muito importante para você. Aprendeu a falar, a andar, a correr. Agora você ri das coisas que acha engraçadas e reclama daquilo que não gosta. Viajou para a Disney, para o Brasil algumas vezes, conheceu as Bahamas. Brincou na piscina, na praia e na neve. Ganhou um triciclo e até um patinete. Entrou na escola e fez muitos amigos. Um ano completo.

Sei que agora você não está muito satisfeito com o irmão que ganhou de presente de aniversário, mas tenho certeza que no futuro saberá reconhecer que esse foi um dos melhores presentes que poderia ganhar, um amigo pra vida inteira.

Um beijo muito, muito, muito grande e apertado da sua mamãezina.

PS: Esse post está atrasado por motivos óbvios... Fotos tiradas na festinha que fizemos para você no dia 14 de janeiro na escola.

Uau

Escrevi o post anterior pois acho que o assunto baby blues/depressão muito pouco discutido. E me lembro da solidão que senti quando passei por isso quando o Thomas nasceu. Então pensei que dessa vez não ia deixar passar em branco. Não me sinto poir do que ninguém por estar sentindo as coisas que aqui descrevi.

Estou, no entanto, impressionada com a quantidade de emails e telefonemas que tenho recebido das amigas que fiz através desse blog. Já me questionei várias vezes por estar me expondo demais aqui, mas confesso que meu coraçãozinho ficou feliz, feliz ao ver que também cultivei coisas boas com o blog.


PS: Já estou me sentindo melhor e aos poucos estou achando a vida mais engraçada :)

Friday, January 21, 2011

Tempestade (um desabafo)

Lá fora está tudo branco. E aqui dentro também. Uma tristeza sem tamanho. Acabei de ter um filho lindo, saudável, que veio pra completar a nossa família, mas o meu coração está apertadinho. As lágrimas descem dos olhos com uma facilidade imensa. Aqui nos EUA eles chamam isso de baby blues. E esse tal de baby blues é feito de tristeza e culpa. Quanta culpa.

A verdade é que meu parto foi um drama para o Thomas, e consequentemente para mim também. Apesar de estar com uma cesárea marcada para o dia 7 de janeiro, no dia 5, logo após colocar o Thomas para dormir, comecei a sentir contrações e tive que ir para o hospital sem me despedir dele. Ele então acordou no meio da noite, não me encontrou e entrou em desespero. Minha mãe ficou em casa com ele, mas o pequeno não foi capaz de entender o que estava acontecendo, ficou doente e caiu numa tristeza profunda durante os dias que estive fora. Nunca me senti tão mal em toda a minha vida. Ele ia me visitar no hospital, mas ficávamos todos morrendo de medo do Ben pegar o que o Thomas tinha (muita febre, diarréia e vômitos). Os médicos recomendaram que ele não fosse mais ao hospital e eu então resolvi que eu o encontraria no corredor e assim foi por um dia. Depois resolvi que ele ia ficar com a gente no quarto mesmo e danem-se tudo e todos.

Consegui sair do hospital antes da hora, vim pra casa cheia de dor, mas pelo menos o drama da separação ia diminuir e meu coração ia se acalmar. Ele tem andado grudado em mim desde então. Acorda várias vezes a noite gritando o meu nome, não quer mais ficar na escola... Enquanto isso o Ben tem se contorcido de gases. Não chora, o pobrezinho, mas se revira todo soltando puns e arrotando a noite toda. E eu estou exausta. Exausta não, algo bem pior que isso.

Lembro que com o Thomas também senti as tristezas do baby blues. Chorava escondida no banho, com vergonha do que estava sentindo. Nunca ninguém havia me falado disso e eu me sentia culpada por estar me sentindo daquele jeito. Se todas as mães eram super felizes, por que eu, logo eu, que sempre quis tanto me tornar mãe, estava me sentindo tão triste com o nascimento do meu filho? Aí fui conversando com as pessoas, vendo que várias amigas próximas haviam passado por isso (e também, por culpa, não comentaram nada comigo)... E finalmente passou. Com o tempo passou.

E dessa vez, não quero cometer o mesmo erro e guardar isso só para mim. Acontece e passa. Mas enquanto a gente está vivendo isso parece que não existe luz no fim do tunel.

Monday, January 10, 2011

Our little baby is here!

E ele chegou. Depois conto detalhes. Estamos todos em casa, felizes e bem. Nosso pequeno Benjamin de pequeno não tem nada, nasceu com 3,93 kg na madrugada do dia 6 de janeiro de 2011. O big brother ainda está se acostumando com o fato e nós também. Mas estamos mais felizes - e cansados! - do que um dia podíamos imaginar. Baby Ben, Benji, ou Ben Ben manda beijinhos pra todos!

Sunday, January 02, 2011

Pode perguntar...

Não, o baby ainda não chegou. Não precisa ficar constrangido na hora de perguntar. Eu sei, tá demorando. Mas tá dentro da data prevista. Eu estou cansada, imensa, feia. Inchada, meio mal humorada, devagar. Mas muito feliz que meus pais chegaram e a hora de conhecer o mais novo membro da família (ainda sem nome) se aproxima. Até sexta-feira serei mãe de dois. Ai, tô com um medinho.

Wednesday, November 24, 2010

Big Me

E se você está se perguntando de que tamanho que a minha barriga está...


GIGANTE!

Sunday, October 10, 2010

Planejar pra que?

A vida tem sido super corrida. Acho que pela minha ausência aqui dá pra perceber isso. O Thomas já se acostumou com a escolinha, eu já me acostumei com a escolinha. Eu agora já sei ocupar o meu tempo sem ele e ser produtiva. Por alguns dias eu rodava, rodava, rodava e não fazia absolutamente nada. Como é que pode, já que a minha vida inteira eu fui dona do meu nariz? Filho faz essas coisas com a gente.

Estava numa dúvida danada de que double stroller comprar. Um milhão de pesquisas na internet foram feitas, conversei com mães na rua, conversei com vendedores de lojas... E a resposta era sempre a mesma: o carrinho para dois nunca vai ser perfeito. Ou eram pesados demais (City Select), ou eram largos demais (quase todos os side by side), ou uma criança ficava olhando para as costas do assento da outra (Phil & Teds)... E aí comecei a pensar nessa minha aventura como mãe. E vi que muita coisa que eu imaginava que ia ser de um jeito foi completamente diferente. Apesar de já ter tido o tão queridinho Bugaboo Frog e adorar, acabei precisando comprar o prático Mclaren para as horas em que leveza e praticidade falavam mais alto. Assim foi com o berço do Thomas, que era pequeno e prático, mas deu um lugar a um grandão e confortável. E muitos outros exemplos de surpresas eu poderia dar para vocês. Mas o fato é que nem sei se vou precisar de um carrinho para dois. O Thomas já não gosta muito de andar de carrinho, só anda quando é praticamente obrigado. Então ficaremos de single stroller com rampinha para andar em pé atrás até que a necessidade me prove o contrário.

E assim tenho pensado que vai ser com a chegada do segundo bebê. Sem muita programação, sem muita expectativa. Até porque acho que já gastei isso tudo com a chegada do Thomas. Quando descobri que estava grávida, não conseguia entender como as pessoas achavam normal esperar 9 meses (quase um ano, né?) para conhecer o filho. Ah, e nessa gravidez! Nessa gravidez parece que eu descobri que estava grávida ontem e não que já se passaram 27 semanas (tive que fazer as contas para informar pra vocês em que semana estou). Tudo muda, principalmente a gente.

Então, pessoal, desculpe a minha ausência. Tenho curtido meus dias de mãe solteira (meu marido tem viado tanto a trabalho...) e mãe de um só. Tenho ido ao parque, dormido quando ele dorme, assistido tv juntinho. O tempo passa rápido demais e eu já perdi muito tempo querendo que ele passasse.

Tuesday, August 17, 2010

Eu, a tv, a barriga - e a virada

Sabe culpa, daquela pesada, que dá dor na consciência? Nos últimos 5 meses senti isso todo dia. Estava me sentindo um lixo e não tinha a menor condição de cuidar de mim e do Thomas ao mesmo tempo. Não tinha energia, não tinha cabeça, não tinha criatividade. Me faltava tudo. E o meu coração se enchia de culpa cada vez que eu ligava aquela maldita tv que eu sempre condenei tanto. Ela virou a minha melhor amiga nesses últimos 5 meses. Ela me salvou nos momentos mais difíceis. Logo ela, que era vista por mim como um pequeno monstro.

Fomos exilados para o Brasil, exilo esse extendido e que veio a resolver a minha vida. Era enjôo, cansaço, dor de cabeça, estômago embrulado, fome, tudo junto. Praticamente uma ressaca diária, só que sem nenhuma gota de álcool envolvida.

E 5 meses, minha gente, 5 meses parece uma eternidade para quem não está se sentindo bem. Imagine então ter que cuidar de um menininho de 1 ano e meio cheia de amor pra dar.

Só sei que eu voltei e voltei 110% melhor. Com energia pra dar e vender, disposição, fome e feliz da vida. Então, já que o pobre coitado do meu filho teve a pior mãe do mundo nos últimos 5 meses, agora resolvi dar em dobro, em triplo, em n fatorial, o que não dei nesse ano.

Só hoje, uma singela terça-feira, nossa programação incluiu: zoo do Central Park, soneca, almoço, piscina, parque, jantar e banho animado de banheira.

Tom Tom, me aguarde, mamãe está de volta!

Convite



Fui convidada para escrever um post lá no NY with kids, blog da Paula Homor. Fiquei muito feliz com o convite! Dá uma passadinha lá!

Thursday, August 12, 2010

Party of 4

Voltamos! Eu, marido, Tom Tom e o barrigão. Sim, agora não tem como negar. Estou grávida! E vou virar mais do que minoria nesta casa: outro menino. Imaginem só: 3 X 1! Ainda bem que sou bem menininha e garanto a feminilidade do lar!

A viagem de volta foi cansativa pra dedéu. Barriga + bebê + classe econômica = desastre total. Mas chegamos sãos e salvos e isso é o que importa. Depois de mais de um mês zanzando pelo Brasil afora chegamos em casa. Acho que no ano que vem termino de arrumar as malas.

Só queria dar um oi e dizer que agora sim esse blog vai pra frente.