Tuesday, November 03, 2009

Stella McCartney for Gap



Hoje vi na Gap a nova coleção da Stella McCartney para bebês e crianças. Um luxo (luxo mesmo, porque os precinhos são bem salgados)! Cada coisa mais linda que a outra. Tudo muito moderninho e de bom gosto. As sacolas são lindas e até vendedoras disponíveis para tirar dúvidas eles providenciaram (coisa rara aqui nos EUA e bem comum no Brasil, né?). Não tive coragem de comprar nada para o Thomas, mas acho que vou acabar me rendendo, pois as coisas são muito fofas.

Maratona

Domingo passado foi dia de maratona aqui em NYC. Por coincidência voltamos a morar no mesmo quarteirão que morávamos em 2007, quando escrevi este post aqui. Ah, como é emocionante ver o povo determinado.

Li um post no blog do Gustavo Chacra sobre sua experiência na maratona de 2007 e me emocionei. Vale a pena ler também. Segue abaixo o que ele escreveu:

O New York Times publicou recentemente uma reportagem dizendo que associações de corredores querem impedir os retardatários de disputar a maratona na cidade. Isto é, seria colocado um limite máximo de tempo. Por exemplo, depois de seis horas, os corredores não poderiam completar a prova. Um absurdo. Eu assisti várias vezes a corrida em Nova York. A vez que mais me emocionou foi em 2007, quando fiquei para ver a chegada dos últimos colocados. Na época, escrevi o email abaixo para a minha família e amigos

"Ontem, dia da maratona de Nova York, fui para a linha de chegada após mais de 30 mil corredores já terem terminado a prova (entre eles, seis horas antes, o primeiro brasileiro, a quem eu, dentro do Central Park, incentivei gritando "Vai Marilson, você está em quinto!", apesar de ele estar em oitavo).

Passadas oito horas da largada, começa a ser desmontada a festa. As bandeiras de mais de cem países já haviam sido retiradas. Não tinha mais segurança. O parque estava escuro. E qualquer um podia entrar na pista e seguir por uns duzentos metros e cruzar a linha de chegada como a Paula Radcliffe, vencedora entre as mulheres, havia feito horas antes. Quando cheguei para assistir aos retardatários, cerca de 40 pessoas estavam presentes, entre membros do staff da prova, parentes de corredores que ainda corriam ou andavam pelas ruas de Nova York, e alguns nerds como eu que apenas queriam incentivar os últimos colocados.

O relógio marcava 8h15. Um chinesa-americana cruzou a linha de chegada, fez pose para a foto oficial e recebeu a medalha. "For the victims of September 11th", dizia a sua camiseta. Uma senhora de uns 65 anos, enrolada no cobertor de alumínio que os corredores recebem ao chegar para não perder calor, esperava pelo marido que, segundo ela, teria ficado para trás. "Eu ganhei dele", esnobava para as pessoas ao redor, com um certo tom de vingança. Uma outra, também nos seus 60, não havia corrido. Mas, vestindo uma japona marrom, segurava uma maquina fotográfica descartável enquanto esperava o filho de 30 anos. Ele havia ligado pela ultima vez há 4 milhas (cerca de 6,5 km), mas depois o celular dele parou de funcionar. A mãe e a máquina fotográfica descartável, porém, seguiam firmes.

Os corredores continuavam chegando. Um homem, de muleta, cruza com dois amigos que o acompanharam do começo ao fim da prova. Todos com a mesma camiseta, com os dizeres "Go Jimmy". Uma moça, de uns 35, gordinha e talvez solteira, pois não tinha nenhum marido esperando, chega e, a poucos metros da linha, começa a chorar. Todo mundo bate palma. Uns choram. Ela chega. Recebe a medalha. Fica orgulhosa. Em seguida, vem uma outra no mesmo estilo. Mas ruiva e sorridente. Pinta de professora de matemática de high school. Ultrapassa a linha. 8h32. Ao entregar a medalha, a moça do staff pergunta se ela quer gatorade ou água. "Me dá um abraço”, ela responde. Inacreditavelmente, três velhinhos são os próximos. E não estavam juntos. Os três ainda disputavam posições. Faziam os movimentos de corrida com as mãos. Um estava estiloso, de sapato e tudo. Mais aplausos.

A mãe e a máquina descartável continuavam lá. A senhora esperando o marido também. O membro do staff (que falou na minha frente em japonês, alemão, turco e espanhol) pediu o nome dos parentes. Ele entra em uma cabine com o número das inscrições deles e volta com as informações. O marido da senhora já havia chegado com 6h42. Na frente da esposa, por sinal, que achava que tinha superado o marido. Quem sabe, ele pegou um atalho no parque só para não fazer feio. Com raiva, a senhora foi para o hotel. Já a mãe não teve boas noticias. O filho ainda não havia cruzado. Devia estar em algum lugar do Central Park. Mas ela seguia firme, com a japona

Chegam três homens carregando a bandeira auri-negra do Fenerbace, time mais popular da Turquia. São recebidos com parabéns em turco pelo membro do Staff (o poliglota). Uma mãe chega e pega a filhinha e umas flores antes de cruzar a linha. O marido tira foto orgulhoso. Uma americana vem na sequencia, arrastando um pneu com um latão de lixo em cima. Dentro, várias coisas, como plásticos e metais de ferro-velho. E uma faixa dizia que era o "homem poluindo a mãe terra". Uma ativista pelo visto. Não sei se muita gente notou, tadinha. Mas eu, pelo menos, recebi o recado. O homem esta poluindo a terra com o aquecimento global. Deve ser seguidora do Al Gore.

E nada do filho da mãe da máquina fotográfica.

Nove horas de prova. O fotógrafo oficial desmonta o tripé. Mais luzes são apagadas. E o supremo da humilhação - o chip da linha de chegada é retirado. A partir de agora, quem chegar não terá mais tempo oficial.

Lá longe, aparece uma mulher, com um moleton rosa e os dizeres "Go Tara". Uma outra, na linha de chegada, que havia cruzado pouco antes, conta orgulhosa: "Ultrapassei ela na First Avenue". Como se tivesse deixado o Paul Tergat para trás. Mas a Tara também fez pose ao agradecer os aplausos. Uma verdadeira lady.

A próxima parecia aquela maratonista nas Olimpíadas de Los Angeles, que chegou toda torta, com caimbras. Havia umas quatro amigas, a mãe e o irmão esperando. Tirou fotos pelo IPhone. As amigas disseram que enviariam depois. Unidas, com o irmão chorando compulsivamente, todas foram embora com a heroína da turma.

Mas faltava ainda o filho da mulher da máquina. Quase ninguém mais passava. Já fazia cinco minutos que a última pessoa havia cruzado a linha de chegada. O pessoal do staff não conseguia informações. A mãe lá, meio envergonhada, com a máquina descartável. Coloquei na minha cabeça que esperaria ate 9h30 de prova. 9h28, 9h29, 9h30. Nada, só a mãe com a máquina descartável e a japona marrom. Todo o mundo tenso. Não havia sinal. Decidi cruzar a linha de chegada pelo lado oposto (isto é, em direção ao local onde as pessoas corriam) em busca de algum menino de 30 anos. Fui até a Central Park South e voltei. Nada.

No caminho, apenas mais um corredor. Um senhor de 70, andando e recebendo incentivo de alguns skatistas que decidiram acompanhá-lo. "Go Grandpa", diziam. Talvez fossem netos. Voltei à linha de chegada. A mãe ainda estava lá. Parte do staff tinha ido embora. Eu também precisava ir. Tinha marcado um jantar com meus amigos que não paravam de ligar porque eu estava atrasado. Fui embora. A mãe, tadinha, ficou lá esperando o filho corredor com a máquina prontinha para a foto que viraria quadro em algum apartamento de New Jersey ou de Nova York para mostrar aos netos e aos amigos a façanha do filho. Nunca vou saber o que aconteceu."

Saturday, October 31, 2009

Happy Halloween!


Da mamãe gatinha e o leãozinho baby!

Não acredito!


Lembra que eu falei aqui que tinha sonhado que Heidi e Spencer, de The Hills, eram os pais das crianças de Jon and Kate plus eight? Pois não é que Heidi e Spencer se fantasiaram de Jon and Kate neste Halloween?

Thursday, October 29, 2009

Preconceito?

Hoje, na aulinha do Thomas, vi que tinha uma mãe brasileira com um menininho. Fiquei toda feliz e já fui puxar um papo. "Oi, você também é brasileira?". O que recebo de resposta? Uma cara feia. Ainda perguntei o nome do filhinho dela e recebi uma resposta bem seca.

É impressionante como tem brasileiro que tem preconceito com brasileiro. Morando fora a gente se vê numa situação complicada, afinal de contas não é só porque a pessoa é brasileira que vamos nos dar bem com ela, não é mesmo? Mas tem muito brasileiro que mora aqui que é o contrário: se a pessoa for brasileira, já não presta. A tal da mulher me ignorou durante os 45 minutos em que estivemos no mesmo ambiente. Me senti mal com aquele tratamento. Não quer se aproximar, ótimo. Mas educação sempre é bem-vinda.

Qual que eu conto primeiro?

Hoje aconteceram duas coisas que merecem serem contadas. Uma boa e uma ruim. acho que vou começar com a ruim, assim a gente tem um final feliz (apesar de uma nnao tem relaçnao alguma com a outra).

A ruim:
Coloquei o Thomas para fazer uma aulinha chamada Play and Learn. O local é todo preparado para crianças e é maravilhoso chegar lá e deixar a criança solta, sem se preocupar se ele vai se machucar. Lá eles cantam musiquinhas, escalam brinquedos acolchoados, sopram bolinha de sabão, brincam com instrumentos musicais... Uma diversão só! Na entrada desse local tem um espaço tipo estacionamento de carrinhos de bebê. Todas as mães/pais/babás deixam seus carrinhos lá enquanto estão na aula. E nos carrinhos ficam as bolsas de fralda e etc, e nas bolsas de fralda ficam as carteiras, e nas carteiras ficam os cartões de crédito e os documentos. Pois é, quando saí da aula hoje a minha carteira não estava na minha bolsa. Pânico. Pois é, aqui nos EUA também acontecem coisas deste tipo. Me levaram uma graninha em dinheiro, caretira de motorista, quatro cartões de crédito e mais um monte de coisas que eu só vou descobri que estava lá daqui a um tempo.

A boa:
Moramos num prédio que tem um serviço nota mil. Os zeladores, o síndico, os pintores, os encanadores, todo são gente boas, educados, simpáticos... Hoje fui conversar com o síndico (a humildade em pessoa) e a conversa terminou mais ou menos assim:
Eu: Thank you, David.
Ele: You're welcome. Thank you.
Eu: Have a nice day.
Ele: Thank you. You too.
Eu: Thank you.
Ele: Thank you.
A coisa mais fofa do planeta! Não parava de falar "thank you" de jeito nenhum. Dá gosto ver que ainda existe gente boa nesse mundo cão.

Wednesday, October 28, 2009

Que máximo!


Futucando a internet hoje, achei esse blog. Todo dia da semana Jessica Hische posta uma letra ilustrada por ela. Fofo, não?

Fotos


Ao ler o blog da Design Mom, fiquei encantada com as fotos que ela tirou no Central Park com os filhos antes de se mudar de NYC. Mandei um email correndo para a fotógrafa e, domingo passado, fomos ser fotografados pel talentosa Candice Stringham no parque. O Thomas deu show de simpatia, o dia estava lindo e eu não vejo a hora de ver as benditas fotos. Estávamos nós três arrumadinhos e felizes para as nossas primeiras fotos em família.

E ele descobriu...

... o drama! Essa semana ele começou com um choro chato, de quem não tá com dor, nem com fome, nem com sono. Essa semana ele descobriu que chora e que eu vou acudir. Com a mãe dramática que tem e o pai também, não poderia ser diferente.

Tuesday, October 20, 2009

Apaixonada


Não sou muito fã de jóias, mas descobri esse site e fiquei apaixonada por esses anéis. Delicados, discretos, lindos demais! Não sei do preço, imagino que devem ser caros. Mas só de olhar já me deixam feliz.

Monday, October 19, 2009

Desesperador

Existem sentimentos na vida que se acentuam quando a gente vira mãe. Sempre fui muito sensível e me tornei mais manteiga ainda depois que o Thomas nasceu. Pois ontem presenciei uma cena que me mostrou exatamente o como o meu coração ficou mais mole depois de ter virado mãe.

Estávamos passeando pela rua, eu, Grenfel e Thomas, quando passamos na frente de uma livraria. A fachada da livraria era toda de vidro e tinha uma pilastra atrás do vidro, a uns 20 cm de distância. Lá dentro, um menininho estava com a cara encostada no vidro, como se estivesse brincando de amassar o rosto na vitrine. A mãe falava no celular e a irmãzinha mais nova assistia a cena. Tudo parecia uma brincadeira, mas em questão de segundos vimos que o menininho colocou o rosto ali e ficou preso. O Grenfel largou tudo e entrou para ajudar a criança. Ele chorava desesperadamente (imagina a agonia de ter a sua cabeça presa entre um vidro e uma pilastra, num espaço tão pequeno que o seu nariz ficasse deformado?), o Grenfel puxou o rostinho dele e ele se soltou. Foi tudo muito rápido. A minha reação foi de querer abraçar o garotinho e dizer que tinha sido só um susto.

Durante uns 15 minutos as minhas pernas tremiam e o meu coração parecia que ia saltar pela boca. Fiquei imaginando quantas situações como essa eu ainda não passaria na minha vida, e o pior, com o meu próprio filho. Criança é levada, dá cada susto na gente. E o coração de mãe, ah, esse sofre.

Amar é...

- Acordar as 5 da manhã para brincar com você, pois (pela terceira noite seguida) o seu sono acabou;

- Comer um biscoito todo babado que você não quer mais;

- Não se lembrar quando foi a última vez que você comprei uma roupa de adulto, mas compro roupa infantil toda semana;

- Limpar fraldas mega-ultra-super fedidas e me acostumar com o cheiro (a minha amiga Lara quando esteve aqui foi trocar uma fralda sua e quase vomitou. Ela ainda não é mãe, né, filho?);

- Saber de cor todas as músicas dos desenhos animados;

- Já estar amiga do pessoal que trabalha na farmácia de tanto comprar fralda pra você;

- Ir ao supermercado quase todo dia para que você coma verduras e legumes fresquinhos;

- Chorar de emoção ao ver que mais um dentinho seu está nascendo;

- Ficar com o rosto cheio de marcas vermelhas de mordidinhas suas que aliviam a dor da sua gengiva;

- Ficar meses sem tomar sorvete (e leite, queijo, iogurte, biscoito, bolo...), pois você tem intolerância a leite e ainda mama no peito;

...

Thursday, October 15, 2009

Dica para as brasileirinhas

Meninas, se alguma de vocês quiser dica de manicure brasileira aqui em NYC, me falem. Estou com uma manicure ótima que vem em casa. Estou me achando lindíssima com as minhas unhas vermelhas. Ah, ela também depila, faz sombrancelha e escova.

Balthazar Bakery




Que o Balthazar é uma delícia, todo mundo sabe. Mas só ontem tive curiosidade e entrei na padaria que existe ao lado do restaurante. Uma portinha mínima e um local também pequeno que comporta no máximo 7 pessoas. Mas quanta coisa gostosa! Quiches, pãezinhos, tortas, biscoitos, baguettes... Comi um croissant maravilhoso e comprei uns biscoitinhos amanteigados de comer de joelhos. O preço é salgadinho, mas para quem não conseguir reserva no restaurante, é uma boa pedida.

Da próxima vez que você for ao SoHo, não deixe de dar um pulinho lá. Seu estômago e seus olhos vão agradecer!

Balthazar Bakery
80 Spring St
(between Broadway & Crosby St)
New York, NY 10012
(212) 965-1414